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Para tramar um 2008 feliz

Ao celebrar o ano de seu lançamento, Caderno Brasil propõe medidas concretas para continuar construindo, na internet, um espaço de reflexão sobre as ações transformadoras autônomas e o pós-capitalismo

Foi um ano memorável, para Le Monde Diplomatique no Brasil. Em agosto, concretizou-se o velho plano de dar ao jornal, presente desde 1999 no país, a materialidade de uma edição impressa. Com cinco números publicados, ela já criou personalidade própria. Suas matérias de capa debatem quase sempre temas brasileiros ou latino-americanos; seu desenho e ilustrações refletem a força e criatividade da tradição brasileira de artes gráficas; aos poucos, formam-se um grupo de colaboradores e um Conselho Editorial.

No mesmo mês, apareceu a série de livros de bolso temáticos. Agora em periodicidade trimestral, e novo formato, ela recupera o papel cumprido pelos Cadernos Diplô: debater em profundidade temas cruciais; resgatar texto especialmente inspirados do acervo do jornal; associá-los a artigos inéditos de colaboradores brasileiros.

Em 10 de outubro surgiu, na edição internet, o Caderno Brasil. A energia que o move é a mesma que alimenta Le Monde Diplomatique em todo o mundo. Ela convida a investigar, sem concessões ao superficialismo ou ao panfleto, os fenômenos que movem a sociedade; e a explorar, em especial, os pontos em que as engrenagens da ordem hegemônica são mais frágeis, e podem ser paralisadas.

A internet, porém, não é apenas um meio alternativo. Ela está permitindo que a narrativa do tempo que vivemos seja feita por uma imensa diversidade de observadores e agentes — de blogueiros e usuários do YouTube, Fricks, Wikipedia e outras pelataformas que existem ou surgirão a usuários de celulares que os usam para mobilizar a sociedade. Ela permite incorporar os leitores às várias etapas de produção do jornal — da pauta à pesquisa e à própria produção e crítica dos textos. Ela vai revolucionar, num futuro próximo, o próprio caráter das publicações e o modo de editá-las. O Caderno Brasil está disposto a encarar este desafio.

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Desafios da interatividade

Está surgindo, diante de nossos olhos, uma nova forma de ação política. O problema é torná-la visível, reconhecida, capaz de refletir sobre si mesma e de se reproduzir constantemente

Tornar o leitor participante ativo da produção do jornal tem, para Le Monde Diplomatique, sabor especial. É que, sumultaneamente com a interatividade proporcionada pela internet, está em curso um outro movimento — provavelmente ainda mais profundo: o repensar da própria política. Uma parcela crescente das sociedades deixou de identificála (como os Fóruns Sociais Mundiais já haviam demonstrado) apenas com a representação. Política já não é o comparecimento às urnas, em intervalos regulares, para delegar, a partidos ou indivíduos, o poder de expressar nos projetos, valores e desejos. Esta forma limitada de democracia esvaziou-se aceleradamente nas últimas décadas — mas em seu vácuo não ha apenas desencanto, impotência social e agigantamento do poder econômico e das finanças.

Emergiu também a noção de que é possível mudar o mundo construindo permanentemente valores, lógicas sociais e poderes contra-hegemônicos. Multiplicam-se as iniciativas transformadoras autônomas. Às vezes, têm personalidade formal: um movimento social, uma ONG, uma cooperativa, uma associação. Em inúmeros casos, são informais: uma comunidade de software livre que trabalha em regime de colaboração, um grupo de ativistas em favor da liberdade de compartilhar conhecimento e produções culturais. Não negam a política, assim como os blogueiros não negam os jornais. Vão além: querem ser — por meio de sua vida, quotidiano e iniciativas transformadores — a política.

Este novo ativismo nunca pára de produzir reflexões e análises. Mas seu pensamento não é matéria dos jornais convencionais. Presos a uma visão que não vê espaço público além das instituições, eles dedicam suas páginas ao que diz cada vez menos (as manobras nos parlamentos, os escândalos de corrupção, o jorgo eleitoral — enfim, a política-espetáculo), enquanto fecham os olhos ao que interesa a um público cada vez maior (o exame profundo da realidade, as ações que criam novas lógicas sociais, as formas alternativas de cultura e convívio, por exemplo).

A nova cultura política que emerge precisa de espaços de diálogo. É neles que ela pode compartilhar experiências; debater pontos de vista, aprofundar compreensões e construir consensos; expor divergências, entender seu sentido e, se for o caso, resolvê-las; agir em conjunto, por meio da sedução de idéias e projetos. Estes espaços de diálogo também são necessários para que a nova cultura possa se expandir. Tornando conhecidas suas narrativas de mundo, suas práticas; revelando que é possível construir o futuro comum por meio de ações autônomas; estimulando, pela força dos exemplos, o surgimento de uma imensa diversidade de novas iniciativas.

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Uma receita para o Caderno Brasil

Tornar-se, no grande caos criativo da internet, um na rede, um ponto onde múltiplos saberes dialoguem e construam o comum — sem perder a própria identidade jamais…

Dois novos colunistas e um ilustre colaborador eventual estrearam no Caderno Brasil do Diplô, na virada do ano. Bruno Carmelo escreverá semanalmente sobre cinema e diversidade. Bruno Cava, a cada quinzena, sobre movimentos estudantis. Giuseppe Cocco, parceiro do filósofo italiano Toni Negri em pelo menos um livro e diversos artigos, analisa o programa Bolsa-Família, relacionando-o com a utopia possível da desmercantilização do trabalho.

Carmelo, Cava e Cocco expressam, cada um a seu modo, o projeto do Caderno Brasil: tecer uma ampla rede de colaboradores brasileiros, unida por valores e visões de sociedade convergentes, mas diversa nas temáticas abordadas e nas nuances de suas sensibilidades políticas. Estimular a autonomia desta rede. Abandonar a velha idéia de jornal — um produto verticalizado, cuja forma final (expressa na pauta, na alocação arbitrária dos textos em um número limitado de páginas e em relações internas marcadas por hierarquia e assalariamento) tinha a cara dos editores.

O papel destes é outro (e muito mais instigante, do nosso ponto de vista…) na era da comunicação compartilhada. Cabe-lhes animar a rede de colaboradores. Com abertura para identificar ou garimpar os temas e autores que possam enriquecê-la. Com acompanhamento constante dos fatos, para sugerir novas pautas à rede armada em torno do jornal. Com sensibilidade para propor, no material produzido por esta rede, alterações que mantenham a integridade dos artigos, mas construam, simultaneamente, alguns padrões editoriais e gráficos.

Passados pouco menos de três meses do lançamento do Caderno Brasil, os primeiros resultados parecem muito animadores. O número de textos visitados no site a cada dia subiu para mais de 5 mil — um patamar expressivo, levando em conta o caráter da publicação. A estréia de Carmelo, Cava e Cocco amplia para 34 o número de colaboradores do jornal. Destes, nove escrevem regularmente, como colunistas. Entre este corpo estão pensadores e jornalistas admirados por sua contribuição à cultura brasileira, como Augusto Boal, Elisabeth Carvalho, Iganacy Sachs, José Luís Fiori, Ladislau Dowbor. Mas não são menos importantes os personagems que expressam assuntoe e ações emergentes. Entre muitos outros, Rodrigo Gurgel, Eleílson Leite, Dalton Martins, Ernani Dimantas, Evilásio Salvador, Manoel Neto, Flávio Shirahige, Luiz André Ferreira, Sílvia Ferabolli, Cláudio César Dutra de Souza.

É um ótimo começo. Mas o Caderno Brasil quer ir muito além, em 2008.

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Nossos próximos caminhos

Promover a reforma gráfica do site. Relançar o Blog da Redação. Construir um Pontão de Cultura. Assegurar a auto-sustentação do jornal. Multiplicar o número e diversidade dos colaboradores. Planos e sonhos que não acabam jamais

A versão eletrônica de Le Monde Diplomatique é um projeto ousado e inovador, porém cauteloso. Como em tantos casos de publicações na internet, um desafio central é assegurar a auto-sustentação. Os investimentos necessários para tanto são feitos, desde outubro de 2006, pelo Instituto Paulo Freire. A equipe central, porém, é reduzida: um editor e uma estagiária, como se vê no expediente. O desafio é ampliar incessantemente, partindo desses recursos escassos, o projeto e seu alcance. Em vista dos primeiros ressultados alcançados, Le Monde Diplomatique Brasil estabeleceu uma série de objeitovs em 2008. Veja os principais:

>Relançar o Blog da Redação: Inaugurado em outubro, mas alimentado com pouca freqüência desde então, o blog é o motor decisivo para multiplicar o alcance do Le Monde Diplomatique Brasil. Por meio de suas notas, curtas porém freqüentes, a redação, a rede de colaboradores e os leitores poderão refletir e dialogar sobre os acontecimentos mais relavantes da atualidade, os temas de longo prazo que eles evocam, as pautas que sugerem. O texto que você lê nesse instante é um exemplo deste diálogo possível. O blog voltará a ser atualizado com regularidade em fevereiro, quando serão propostas fórmulas muito concretas para que, por meio dele, colaboradores permanentes ou eventuais envolvam-se de forma ativa com o Diplô Brasil e seu projeto.

>Pontão de Cultura e auto-sustentação: Le Monde Diplomatique participou, no segundo semestre de 2008, de um edital do ministério da Cultura para criação de novos Pontões de Cultura. Os Pontões são iniciativas que visam integrar a rede de centenas de Pontos de Cultura abertos no país, e multiplicar seu alcance. O projeto do jornal pretende oferecer, a estes centros de produção e debate de cultura e idéias, uma nova possibilidade de se voltarem para o exame de temas nacionais e mundiais polêmicos; articular novos colaboradores; envolver, ao fazê-lo, públicos como as universidades, os movimentos sociais e a imprensa alternativa.

A comissão julgadora que avaliou o processo de seleção aberto pelo edital classificou a proposta de Le Monde Diplomatique no Banco de Projetos que poderão, ao longo de 2008, firmar convênios com o ministério da Cultura para concretização de seus objetivos. O Blog da Redação manterá o leitor informado a respeito.

Le Monde Diplomatique também apresentará, nas próximas semanas, uma proposta de captação de recursos com base na Lei Rouanet. O objetivo é assegurar a auto-sustentação do jornal e realizar suas vastas possibilidades de expansão. Entre diversos objetivos, a proposta inclui a edição de um Atlas da Globalização e de novas coleções de livros temáticos.

>Expansão da rede: A experiência dos promeiros meses revela que o grupo de colaboradores do Caderno Brasil pode se expandir e ampliar sua diversidade, sem perder o padrão de qualidade já alcançado. Nos próximos meses, o Blog da Redação lançará apelos a interessad@s em escrever sobre temas específicos, indicar outros colaboradores, participar da pauta, pesquisa e crítica do jornal.

A construção da comunicação compartilhada — e, em seu universo, de pontos de diálogo para a crítica profunda do capitalismo e a busca de alternativas — é um projeto de vida que quermos compartilhar com o maior número possível de parceiros. Será, ao longo do ano, nossa forma de desejar Feliz 2008 e Feliz Futuro — o que construiremos juntos.

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Como participar do Diplô

Já é possível:

> Sugerir pautas e textos inéditos para o jornal (basta responder esta postagem)
> Propor novos links (idem)
> Indicar possíveis colaboradores e sub-editores (idem, ou escreva para o editor)
> Comentar qualquer postagem deste blog e qualquer matéria do Le Monde Diplomatique-Brasil (ao final de cada texto, há um Fórum sobre ele).

Aguarde: breve, novas formas de participação.

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Pós-capitalismo na pós-modernidade

Num texto provocador, Ladislau Dowbor sugere: já é possível substituir o individualismo e a competição, bases do capitalismo, pelo Paradigma da Colaboração

A pós-modernidade pode ser, também, o tempo do pós-capitalismo. Impulsionado pela própria globalização, o paradigma da colaboração está se impondo e mostrando suas imensas vantagens sobre o individualismo e a competição de todos contra todos, que marcaram os últimos séculos. A superação do sistema hegemônico, contudo, não virá por meio da estatização — mas de decisões políticas que liberem, pouco a pouco, as potencialidades da nova forma de produzir. Inovadoras e polêmicas, essas três hipóteses marcam O Paradigma da colaboração, artigo de Ladislau Dowbor que inaugura hoje o Caderno Brasil de Le Monde Diplomatique.

O texto é um capítulo de Democracia Econômica: um passeio pelas teorias, o livro que Ladislau acaba de publicar, pela editora do Banco do Nordeste do Brasil. Segundo o autor, dois fatores estão erodindo rapidamente as bases do antigo paradigma. De um lado, há múltiplos sinais de que o “progresso”, nas bases atuais — que estimulam cada indivíduo a ver, antes de tudo, seus próprios interesses –, coloca em risco a própria sobrevivência do planeta. De outro, surgem tendências materiais (entre outras, a economia baseada no saber e a conectividade) que estimulam a colaboração e comprovam sua superioridade. As comunidades de software livre estão superando, em muitos terrenos, o desenvolvimento de programas sob a lógica da propriedade intelectual e das patentes. A Wikipedia tornou-se um símbolo das possibilidades de inteligência coletiva.

Limites e potência do novo padrão: Ladislau aponta que a força do novo padrão está obrigando as próprias empresas capitalistas a adotá-lo: elas reduzem rapidamente o leque e o peso de suas hierarquias e dão corda a equipes de trabalho movidas por princípios de horizontalidade. O artigo ressalva, porém, que o caminho para uma mudança além da superfície será duro. “A sociedade, como um todo, ainda é dominada pelo paradigma da ‘guerra econômica global’. (…) A visão da luta pela sobrevivência do mais apto está, sem dúvida, generalizada. Impregna a escola com as suas lutas pelo primeiro lugar ou a melhor nota, a competição pela sobrevivência que representa o vestibular. Aparece em cada programa de televisão. A idéia é ‘vencer’ os outros, ainda que a batalha seja fútil e os resultados, ruins para todos”.

A oportunidade, contudo, está aberta, aposta Ladislau. Graças às novas tendências, a mudança de paradigmas — “que, em épocas mais antigas, teria exigido centenas de anos” — é pelo menos possível. A transformação tem um forte viés cultural. “A colaboração para criar coisas novas ou simplesmente úteis é uma das fontes mais importates de prazer (…). O paradigma da colaboração, além de constituir uma visão ética e de materializar valores das pessoas que querem gozar uma vida agradável e trabalhar de maneira inteligente e útil — em vez de ter de matar um leão por dia — constitui hoje bom senso econômico em termos de resultados para o conjunto da sociedade” .

Nosso dossiê:
No Le Monde Diplomatique:
> Em nossa Biblioteca Virtual, pastas sobre Crise do Cientificismo e do Desenvolvimentismo, Opção pelo Decrescimento, Cooperativismo, Economia Social e Solidária e Alternativas ao modo de vida ocidental.

Outras fontes:
> Ladislau Dowbor mantém um site constantemente atualizado, com textos, livros, palestras, vídeos, indicações de leitura. Todo o material disponível pode ser reproduzido, segundo os princípios do copyleft. O livro Democracia Econômica, por exemplo, pode ser baixado, na íntegra (formato “rtf”), aqui.

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